Mudanças…

Dos mega-agrupamentos, às novas matrizes curriculares, ao aumento do número de alunos por turma e entre outros novidades que serão, certamente, publicadas até Agosto, esperam-se muitas mudanças para o próximo ano letivo.
Será que visam uma melhoria no sistema educativo? Duvido!
Essencialmente, tem como objetivo fazer cumprir o corte orçamental previsto e anunciado na educação. Investir na qualidade de ensino, está longe de ser um dos objetivos de todas estas medidas.
O Decreto Lei sobre a nova reorganização curricular ainda não foi publicado, tendo apenas sido disponibilizadas, no passado dia 25 de maio, no site da DGIDC, as novas matrizes curriculares. Estas matrizes determinam o número mínimo de minutos atribuído semanalmente a cada disciplina ou a um conjunto de disciplinas (neste caso, cada escola decide como distribuir a carga horária pelas disciplinas). Numa análise breve, constata-se, rapidamente, que a carga horária diminui, na generalidade das disciplinas, contrariando, em alguns caso, o divulgado em Março pelo Ministério, depois de terminada a consulta pública sobre a revisão curricular. Verifica-se também que em algumas disciplinas a carga horária semanal não é múltipla de 45 (minutos). E a questão levantou-se, voltamos às aulas de 50 minutos? As matrizes e as muitas dúvidas geradas pelas mesmas, foram amplamente discutidas em vários blogues de professores, e a conclusão foi unânime: voltar às aulas de 50 minutos, reduziria a carga horária atual, na maioria das disciplinas. Por exemplo, o Português e Matemática perderiam o famoso reforço de 45 minutos atribuído, ao 2º e 3º ciclo, por este ministro, por considerá-las disciplinas nucleares. E eis que o Ministério, no sábado, dia 26 de maio, vem esclarecer que as escolas, à luz da tão falada autonomia, podem optar por tempos de 45 minutos ou 50 minutos. Pois, pois…
Ontem, na Assembleia da República, questionado sobre o número de professores que não teriam horário face à nova reorganização curricular, o ministro Nuno Crato, afirmou que ainda não sabia responder à questão. Como matemático e ministro pediu, certamente, um estudo sobre a estimativa do número de horários que desapareceriam. Aliás, temo que esta reorganização tenho sido pensada/feita tendo como base, essencialmente, os milhões que têm que poupar….A ver vamos…
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