Lusco fusco – 5/7 minutos muito intensos

Numa destas belas noites de verão, à conversa com um amigo que trabalhou algum tempo em Angola, ele referiu que lá, depois do sol se pôr fica de noite muito mais rápido do que em terras lusas e, que o sol se põe quase sempre à mesma hora, com cerca de 30 minutos de diferença em função da estação do ano. Achei curioso, pois nunca tinha pensado, nem debruçado, sobre este assunto e, ironicamente, a primeira coisa que pensei foi no famoso sketch dos Gato Fedorento “Lusco fusco”.


Existem 3 tipos de crepúsculo: civil, náutico e astronómico. O crepúsculo civil é quando a luz existente ainda nos permite desenvolver atividades no exterior (regar as plantas, brincar no jardim, etc.) sem recorrer a iluminação artificial, em termos científicos é o período em que o centro do sol fica 6 graus acima da linha do horizonte (quando o sol nasce) ou 6 graus abaixo da linha do horizonte (quando o sol se põe). O crepúsculo náutico é quando a linha do horizonte e as estrelas mais luminosas ainda ou já são visíveis em alto mar, permitindo a navegação através da posição das estrelas; em termos científicos é o período em que o centro do sol fica entre 6 a 12  graus acima da linha do horizonte (quando o sol nasce) ou entre 6 a 12 graus abaixo da linha do horizonte (quando o sol se põe)
O crepúsculo astronómico ocorre quando muitas estrelas já são visíveis mas o céu ainda está demasiado iluminado para permitir observações astronómicas rigorosas, em termos científicos é o período em que o centro do sol fica entre 12 a 18 graus acima da linha do horizonte (quando o sol nasce) ou 12 a 18 graus abaixo da linha do horizonte (quando o sol se põe). Quando o crepúsculo astronómico termina é aquilo a que chamamos o ínicio do dia ou da noite. 
A duração do lusco fusco varia em função da latitude a que nos encontramos devido ao movimento aparente do sol. Por exemplo, no Equador, o sol tem um “movimento”  perpendicular ao horizonte enquanto que para latitudes mais perto dos pólos o seu “movimento” é oblíquo, o que faz com que o tempo que o centro do sol demora a alcançar os 18º acima ou abaixo da linha do horizonte seja diferente. No Equador, o lusco fusco dura cerca de 20 minutos, em Portugal, cerca de 30 minutos, nos pólos varia entre a não existência (sempre noite ou dia) e as 2 semanas! 
Afinal, afinal, a duração do  lusco fusco em Kinshasa, capital do lusco fusco e da República Democrática do Congo, é 20 minutos.
Só por curiosidade, aqui fica o gráfico do número de horas de luz solar em função da latitude e do dias do ano. É engraçado analisá-lo!

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