"Livros que sonham" e outras boas iniciativas no interior

Pimpolha mais velha passou mais uma bela noite na biblioteca, na iniciativa, “Livros que sonham” cuja temática foi a Páscoa. Coser numa máquina de costura à antiga (cada criança levou um quadradinho de tecido) para fazer uma manta de retalhos; História da Galinha Pimpona e uma Caça ao Tesouro, pela biblioteca, foram algumas das atividades realizada. Mais uma noite memorável num ambiente fantástico entre livros, histórias e aventuras. Iniciativa de louvar, por parte de algumas Bibliotecas Municipais, que são sempre um sucesso entre a pequenada!

No entretanto, pequeno do meio desgostoso por estar doente e não poder ir, embarca, como consolo, juntamente, com a mana mais nova, que ainda não tem idade para estas andanças, numa maratona de filmes e desenhos animados na companhia dos avós. Os papás aproveitam a deixa, saem de fininho, e, depois de deixarem a mana mais velha na biblioteca, vão ao teatro! Há anos, muitos, talvez demais, que não o faziam, na qualidade de adultos! Teatros infantis temos visto muitos, “O Príncipe Nabo” foi a última peça que vimos com a pequenada e adorámos, os miúdos riram às gargalhadas e nós também mas … não é bem a mesma coisa! 

“O Carteiro de Pablo Neruda” foi a peça que fomos ver. Matando saudades do teatro com as metáforas de Neruda e um livro que li nos tempos de faculdade.

Mais uma vez, à semelhança do que aconteceu em outras peças (infantis) que fomos ver, a sala estava quase vazia, 30 pessoas no máximo, preço cobrado de cada bilhete 4€. Não percebo se é falta de divulgação, falta de interesse das pessoas ou ambos. No mínimo, preocupante … quando as pessoas não aproveitam as iniciativas das poucas câmaras, especialmente as do interior, que investem na cultura cobrando aos munícipes preços irrisórios. 
É constrangedor, e triste, para os atores e para a assistência! Um dos atores de uma peça infantil que assistimos, no final do espetáculo, desabafou que era uma pena que, por 1€ o bilhete, tivessem tão pouca assistência, dando o exemplo que na capital, o mesmo espetáculo, tinha um preço 8 a 12 vezes superior. Por 5€, família toda,  já vimos espetáculos muito bons e a receita de bilheteira não deve ter sido superior a 30€, quando a câmara paga aos artistas, merecidamente, uma quantia superior a 500€. Assim, não há cultura, iniciativas, nem orçamentos que justifiquem/aguentem. Os funcionários afirmam que a câmara não pretende obter lucro, o que é mais do que óbvio pelos preços praticados, mas dar a conhecer e divulgar! Curiosamente, todos os espetáculos infantis das Lemon Produções (Winks, Carteiro Paulo) e cenas afins, no mesmo teatro e, com o mesmo tipo de divulgação ao público, com preços 12 a 15 vezes superiores, esgotam em três tempos. Mas não falta gente a dizer “Aqui nunca há nada!” e, certamente, choverão críticas quando se acabar com este tipo de “benesses”! Aplica-se bem o ditado “Dá Deus nozes a quem não tem dentes!” ou talvez o mais adequado seja “Dar pérolas a porcos”
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