Comareira, Aigra Nova e Aigra Velha – Aldeias de xisto da Serra da Lousã

Comareira é uma aldeia muito pequenina, 8 ou 9 casa recuperadas numa encosta da serra, onde fomos recebidos pelos cães amistosos do casal residente. Um bonito miradouro, onde se podem observar alguns campos cultivados, ao contrário das anteriores aldeias que tínhamos visitado. As cores da serra também são diferentes, predomina o amarelo das acácias, uma espécie que está a invadir a serra e tornar-se uma verdadeira “praga”.

(pequeno do meio fazendo de veado)

Em Aigra Nova vivem 4 pessoas, têm pequenas hortas todas muito bem vedadas pois, à noite, os veados e os javalis visitam, frequentemente, a aldeia, e as suas patas ressoam na calçada, enquanto andam em busca de alimentos.

(pequenos observando uma capoeira de xisto onde havia coelhinhos pequeninos)

A “praça central” e a Bonita (cadela)

Tem várias Núcleos e atividades dinamizadas pela associação Lousitanea (Liga de amigos da Serra da Lousã) e uma loja das aldeias de xisto
Visitámos a maternidade das árvores e ficámos a saber muitas coisas. Um dos seus principais objetivos, para além da educação ambiental, é replantar/reflorestal a serra da Lousã. Este núcleo recolhe na serra, sementes e ramos de plantas e árvores que fazem parte da florestação original da Serra da Lousã (carvalho, castanheiro, medronheiro, azevinho, entre outros), as consideradas espécies autóctones, e na sua maternidade fazem um paralelismo entre a vida/desenvolvimento das plantas/árvores com a do homem, num processo que, dependendo da espécie, pode ser moroso. Tudo começa na sala de partos, onde as mais frágeis seguem para a incubadora, mas se tudo correr bem, seguem, passado pouco tempo, para o berçário, a seguir para a creche e quando estão prontas a ser replantas na serra entram na sala do exame final. Foi aqui que ficámos a saber que a acácia, nomeadamente a mimosa, é uma planta invasora pois são muito resistente, têm uma grande capacidade regeneradora, e “reproduzem-se” com muita facilidade e rapidamente, não servem de alimento a nenhum animal, não tendo por isso “predadores” naturais, sendo muito difícil exterminá-la, não basta arrancá-las pois voltam a nascer, é necessário arrancar-lhe todas as raízes, estão a “tomar” o lugar e o alimentos de outras espécies e animais. 

Núcleo asinino (3 burros de raça mirandesa, em vias de extinção, que podem levar a criançada num belo passeio pela serra da Lousã) 

(O Xisto, o Gaitano e o Golias)

A caminho da Aigra Velha – vista desafogada sobre a serra

É uma pequena aldeia, meia dúzia de casas, com um casal residente, que toma conta do Alambique e do Forno Comunitário que foram reabilitados e podem ser visitados. Uma paisagem idílica, perto dos cumes da serra, é a aldeia que se situa a maior altitude, com uma estrada de terra batida que dá acesso ao Trevim e ao Parque Florestal da Oitava. Algures perdida no tempo parece situar-se esta aldeia que em tempos idos tinha muitas visitas de caravanas de comerciantes e as suas histórias/aventuras, foi alvo de outro tipo de visitas frequentes os lobos. Os habitantes fizeram ligações interiores entre as suas casas, dispondo as casas numa única rua, que era vedada e fechada com portões à noite como prevenção contra os lobos e possíveis intrusos. 

(vista sobre a serra)

(Vista sobre Aigra Nova)

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