Estado

Saber dizer não!

A Up to Kids traduziu um post de uma professora de 1º ciclo, nos EUA, intitulado “Para a mãe da criança que estava aos berros na feira do livro da escola”. Relata um episódio presenciado por ela numa feira do livro escolar onde, apesar da birra estridente do filho, a mãe não cedeu. Um artigo interessante contado por alguém que, aparentemente, não conhecia nem a mãe nem a criança em questão, e que acompanhou de longe o desenvolvimento da situação onde, natural e provavelmente, lhe escaparam alguns pormenores, ações e trocas de palavras. É um post que acima de tudo, enaltece a postura firme da mãe face à birra do filho, ao aparato que esta causou e os olhares (reprovadores, incomodados e apreciadores) das restantes pessoas que se encontravam a assistir à cena. Basta ler os comentários ao texto publicado na Up to Kids para compreender a grande diversidade de pais que podemos encontrar hoje em dia e das conclusões que cada um tira do descrito. 
Se há quem ache excelente a atitude desta mãe, não faltam os que a recriminam sendo as razões vários porque: não ralhou com a criança quando a arranhou ou quando lhe chamou nome ou porque falou com ele como se ele fosse um adulto ou porque a criança não sabe nem percebe o que são euros ou … enfim, é só ler os comentários e apreciar as acusações! Ao ler os comentários, ocorre-me apenas observar mais uma vez que “Quando o sábio aponto para a lua, o idiota olha para o dedo!”. 
Admiro muito esta malta que tem filhos super bem comportados, que nunca fazem uma birra, que não fazem barulho, que nunca partem um prato e são um modelo de perfeição e superam-se a si próprios e aos outros a cada instante, que nunca irritam os pais, nem os levam a exaltar-se e/ou a levantar o tom de voz, que não os tiram, por vezes, completamente do sério e cujos pais sabem, com toda a convicção, a maneira correta de atuar em toda e qualquer situação, podendo por isso, do alto do seu pedestal apontar o dedo aos restantes e apregoá-la aos sete ventos. 
Por aqui são os 3 bastantes pestinhas, cada um à sua maneira, falam alto, fazem muito barulho (são 3, para quem tem só 1 filho basta imaginar como é quando se juntam com amigos que têm crianças ou familiares, no nosso caso, eles estão em permanência sempre juntos e sempre em festa), têm ideias malucas, dizemos NÃO, com muita frequência, somos apelidados de “Maus” sempre que isso acontece e respodemos normalmente “Gosto muito de ti. Sou má ou mau mas tenho um filho/a muito bom/boa” tiram-nos do sério com alguma frequênica, exaltamo-nos, falhamos muitas vezes, pedimos desculpa, eles pedem desculpa e cá vamos andando/crescendo felizes e contente da vida. 
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