Estado

A Alice, a lógica e o nonsense das campanhas!

É sempre bom e surpreendente reler o livro Alice no País das Maravilha, de Lewis Carroll. Dei por mim a pensar que o nonsense e o surreal desta obra assemelha-se ao que se passa em muitas campanhas eleitorais e na política! Um lamiré do que andei a ler e a matutar para preparar um pequeno “mergulho”, com os meus alunos, na lógica “matemática” de Lewis Carroll, pela mão da sua/nossa eterna amiga Alice.

“Alice: Quanto tempo dura o eterno?
Coelho: As vezes apenas um segundo.”

“Alice: ..quatro vezes cinco é doze, e quatro vezes seis é treze, e quatro vezes sete – oh! Assim nunca mais chego a vinte!”.

“Rainha: Aqui, vês, é preciso correr o mais depressa possível para ficar no mesmo sítio”

“A sentença primeiro … depois o veredicto diz a rainha (…) Durante o julgamento, os depoimentos dividem-se:

– O Gato Risonho comeu as rosas e, se não, então foi a Alice que as roubou! – afirmam os soldados vermelhos;
– A Alice não roubou as rosas só se o Gato Risonho não as comeu ou o Coelho Branco passou por aqui – dizem unanimemente os pretos. (…)
Após cuidadosa consideração, o Rei delibera que a ré deve ser ilibada por falta de provas, para grande deceção da Rainha, que ia resmungando que também nunca a deixavam divertir-se nem um pouco.”

“Podes dizer-me, por favor, como hei-de sair daqui?
– Isso depende muito do sítio para onde quiseres ir – respondeu o Gato.
– Não me interessa muito para onde…- disse Alice.
– Nesse caso, podes ir por um lado qualquer – respondeu o Gato.”

 “- Deves ter cuidado. É que há dias em que o Gato diz sempre a verdade, mas também há outros em que mente sempre.
Mais à frente, Alice encontra o Gato empoleirado num árvore, muito risonho e, entre dois caminhos opostos, ele aponta-lhe o da direita.
– Como sei que não me estás a enganar? – pergunta Alice, desconfiada.
– Bem- responde o Gato com um sorriso enigmático -, se o melhor caminho é o da direita, então é o da esquerda, e se o melhor caminho é o da esquerda, então é o da direita!

Alice pensa um pouco, agradece, e segue o caminho da esquerda …”

“- E como sabes que és louco?
– Para começar, um cão não é louco. Aceitas isso? – perguntou o Gato.
– Creio que sim – respondeu Alice.
– Bem, nesse caso… – continuou o Gato. – Um cão rosna quando está zangado e abana o rabo quando está satisfeito. Ora eu rosno quando estou satisfeito e abano o rabo quando estou zangado. Por isso sou louco. ”

in Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll
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