Estado

Pássaros feridos

“Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade do que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os ramos cruéis, empala-se no espinho mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e solta um canto mais belo do que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro detém-se para o ouvir, e Deus sorri no Céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento… Pelo menos é o que diz a lenda”.

                                    in Pássaros Feridos de Colleen McCullough

Tenho gravada na memória uma única cena da série que passou nos anos 80, baseada neste livro: uma menina, dos seus 10/11 ano, dirige-se chorosa ao padre dizendo algo como “Acho que estou a morrer! (…) Estou a deitar muito sangue!” e de o padre, depois de algumas perguntas, perceber que a mãe não lhe havia explicado, elucidando-a de seguida sobre este “novo” ciclo sangrento mas integrante da sua vida enquanto mulher. A memória é uma cena marada, não me lembro da história, das personagens, de ter sequer visto algum episódio … só desta cena, era bem pequena na altura, devo ter achado aquilo meio surreal, tanto que não me esqueci! Agora que ando a ler o livro, serão outras as “cenas”, num âmbito diferente, que irei reter para mais tarde recordar!

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