Galeria

Minas de Regoufe

19ºC temperatura média, céu nublado, onde ora por vezes espreitavam uns raios de sol ora chuviscava, estávamos em pleno mês de agosto, quando visitámos Regoufe.

À entrada de Regoufe, andando cerca de 300 metros, encontram-se as suas antigas minas exploradas, pelos ingleses, durante a II Guerra Mundial, em busca do Volfrâmio de onde, entre 1935 e 1951, foram extraídos cerca de 639 000 toneladas de minério de volfrâmio e estanho. Percorrendo os caminhos, entrando nos edifícios em ruínas, podemos tentar imaginar o que seria o dia a dia das 1000 pessoas que ali trabalharam.

Há mais de 1 dezena de entradas para as galerias da mina, o silêncio é absoluto, não se vê viva alma, a vista sobre a serra é deslumbrante, tranquila mas tem algo de fantasmagórico este local que em tempos pulsou de energia e atividade.

No local, não há qualquer indicação ou informação do que em tempos estas minas representaram para a região ou do seu funcionamento, nenhuma das antigas entradas para a mina está selada! Completamente ao abandono, um local cheio de história e de histórias que merece ser preservado e dado a conhecer! Um desperdício … se fosse em terra de nuestros hermanos ou por essa Europa fora seria bem diferente …!

Caminhando em direção à aldeia, o desnível é acentuado, passeando pelas suas ruas, cruzamo-nos com galinhas, cabras e vacas, percebe-se que os poucos que ali vivem, subsistem da agricultura e da pastorícia. É uma aldeia castiça, parada no tempo, os poucos habitantes são simpáticos e olham para os visitantes quase com o mesmo espanto que nós sentimos ao caminhar numa aldeia que parece ter parado no tempo, há 50/60 anos a vida não devia ser muito diferente por aquelas paragens. Ao fundo da aldeia, encontramos a indicação para o percurso pedestre para a aldeia mágica: Drave.

O café da D.Ilda é único na terra, a novidade deste verão são os gelados, 1º ano que se vendem na aldeia. “Vêm de Drave?” pergunta-nos a D. Ilda enquanto tira os nossos gelados da arca. “Não, vamos para lá agora. Pelo acesso de São Macário! Para as crianças seriam muito km se partíssemos daqui, ida e volta” respondemos. “Fazem bem, assim andam menos e a Câmara andou a arranjar o estradão para a festa que lá vai haver agora! (…) Este ano tem passado por aqui menos gente em direção a Drave que nos outros anos! Anda tudo para os passadiços! Estão instalados para essa zona?” acrescenta com uma certa tristeza “Estamos no Refúgio da Freita! Mas ainda não fomos ao passadiços!” esclarecemos. “Se estão no Refúgio da Freita, estão muito bem, dizem que aquilo é muito sossegado.(…)” E depois de nos lambuzarmos todos com os gelados e darmos mais dois dedos de conversa com a D. Ilda seguimos caminho para a aldeia mágica: Drave! Onde não nos esperava a caminhada de 4 km que parte de Regoufe (8 km ida e volta) mas um percurso com um desnível bem acentuado mas de cerca de 4 km (ida e volta). Let´s Go!

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