Estado

Fim dos exames nacionais do 1º ciclo???

O ensino, a aprendizagem e a educação são cruciais e devem ser encarados com seriedade: todos sabemos que não se brinca com coisas sérias. Este cavalo de batalha do fim dos exames do 1º ciclo, que tanto revolta alguns pais, professores e alunos, foi escolhido como cabeça de carta,z nas campanhas dos partidos de esquerda e terá o seu esperado desfecho, hoje, na assembleia.

Discordo de muitas políticas preconizadas por Nuno Crato mas concordo plenamente com a exigência e a realização de exames no final de todos os ciclos. São essenciais para aferir conhecimentos, obrigam a acertar o passo de professores, alunos e pais, fomenta o empenho, trabalho e o cumprimento zeloso do papel de cada um dos intervenientes  … e não tenho dúvida que o faz de uma maneira que nenhuma outra medida faria, pela simples razão que nenhum dos intervenientes quer fazer má figura e todos sabemos que uma equipa motivada é meio caminho andado para a obtenção de resultados!

Os argumentos da pressão que os miúdos sentem, das escolas fábricas de preparação para exames são tudo balelas. Os exames devem, no ensino básico, ser encarados como um teste normal, a sua avaliação pouca repercussão tem na avaliação final dos alunos, apenas alterando o nível atribuído pelo professor se houver uma discrepância superior a 2, numa escala de 1 a 5, entre a nota de exame e a nota de frequência, os exercícios de exame, regra geral, são itens bem construídos e com abordagens interessantes, por vezes diferentes do habitual, mas bastante válidos e com as quais todos os alunos devem ser confrontados.

Desde sempre tive alunos sujeitos a exame, no básico e no secundário, e constato que os alunos aprendem a gerir bem esta situação, se os professores lhes transmitirem tranquilidade, segurança no trabalho desenvolvido que inclui a realização regular, ao longo do ano, de exercícios de exame, como fazemos tantos outros. Esta situação é mais difícil de gerir no secundário dadas as repercussões.

Como professora, e enquanto encarregada de educação de uma aluna de 4º ano, irrita-me a ligeireza com que se encara a “extinção” dos exames do 1º ciclo, apenas porque foi uma das bandeiras de campanha, para agradar a pais,  alunos e alguns, espero que não muitos, professores, e sem nenhum proposta de avaliação externa que substitua os mesmos, quando sabemos que as aprendizagens realizadas e consolidadas no 1º ciclo são cruciais e podem condicionar, e muito, aprendizagens futuras!

Concordo na íntegra com o parecer da Sociedade Portuguesa de Matemática sobre a eliminação dos exames no 1º ciclo.

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