Estado

Omissões nos livros de História

Como resposta ao ataque à base naval norte americana de Pearl Harbor (7/12/1941) levado a cabo, durante a 2ª Guerra Mundial, pela Marinha Imperial Japonesa, os E.U.A. criaram 10 campos de concentração para alojar as cerca de 120 000 pessoas de “etnia” japonesa que viviam e trabalhavam no E.U.A. Cerca de metade destas pessoas eram cidadãos norte americanos, pois apesar da suas ascendência, tinham nascido nos E.U.A.
Os primeiros campos de concentração entraram em funcionamento em março de 1942. Oito dias antes do seu “internamento” forçado, nos campos de concentração, os “japoneses residentes”, nos E.U.A., foram despojados de todos os seus bens e negócios, que venderam ao desbarato, as suas poupanças foram confiscadas pelo estado, frutos de uma vida dura e de trabalho árduo; estima-se que os valores das suas “perdas” ascendam aos 400 milhões de dólares.
A justificação para a necessidade destes campos de concentração era: o receio da falta de patriotismo, da espionagem e de sabotagem por parte dos Nisei, expressão utilizada para se referirem às pessoas de origem japonesa. Os mais cínicos afirmavam que era para proteger os próprios da ira do povo norte americano.
Os campos de concentração situavam-se em zonas isoladas, estavam vedados com arame farpado e sujeitos a fortes medidas de segurança. O espaço concedido a cada família era diminuto, tinham poucos condições higiénicas, as filas para obter comida e utilizar as rudimentares instalações sanitárias eram intermináveis.
Em 1945, foram libertados os primeiros cidadãos que tinham, até à data, demonstrado ser leais; alguns campos só foram totalmente dissolvidos em 1948.
Há quem lhes chame “campos de internamento” ou “campos de relocalização” ou de “detenção” …Eufemismos!
Não havia câmaras de gás mas houve mortes, dos mais irreverentes, dos que tentaram a fuga … Religiões, etnias, Alemanha, E.U.A pois … as coisa que se aprendem quando se ouve e lê livros que não são os nossos. Afinal, todas as histórias devem ser vistas e analisadas segundo várias perspetivas, inclusivamente, ou especialmente, não sei bem, a História.

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