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Pequeno do meio, as serpentes e o plágio!

Fazer uma composição sobre o seu animal preferido era o TPC do pequeno do meio. Quando começo a ler, a dita rezava assim “O meu animal favorito é a serpente. A serpente tem uma pela muito dura e sedosa e com escamas de queratina.” Pensei “Como? Pára tudo!” e perguntei-lhe “Onde foste buscar isto? Copiaste de um livro, certo?”. Sorriso maroto nos lábios “Sim … fui lá buscar umas informações! Porquê não está bem?”

Sem apelo nem agravo, sem dó nem piedade, remato o assunto “O que fizeste chama-se plágio e pode-se ser preso por isso. A professora quer que tu escrevas um texto por palavras tuas!  “A sério??!” responde ele meio pasmado com o plágio e o ser preso. “Muito a sério. Já agora, o teu animal preferido é a serpente?! pergunto “Pois, foi o que gostei mais quando vi o livro e depois escrevi o que achei mais piada sobre a serpente!” Típico da personagem, pequeno do meio preparava-se para fazer uma dissertação científica, que lhe dava muito menos trabalho, em vez de uma composição, aproveitei e expliquei-lhe a diferença. Apagámos o texto e pequeno do meio estava de volta à estaca zero. No novo texto que me mostra, o seu animal preferido é … a serpente! O moço não desarma, mas desta vez a quantidade de erros diz-me que é de sua inteira autoria, e a história reza que as serpentes não são más e nem todas são venenosas, só atacam quando se sentem ameaçadas e protegem as plantações do homem porque comem os ratos. CLAP, CLAP, CLAP, não fossem os erros palavra sim, palavra não. O texto escreveu-o em 5 minutos, o difícil foi a hora seguinte para que se dispusesse a corrigi-los.

Poucos dias depois, fez teste de português “Como correu o teste?” pergunto “Bem, muito bem, mas olha lá como é que se escreve dobermam?” pergunta ele com aquele seu sorriso “Hummm, como? Por que queres saber como se escreve doberman?” “A composição era sobre que animal é que eu gostava de ter e como é que ia tratar dele!” responde com naturalidade. “Deixa-me adivinhar, escolheste um doberman!” “Claro, então são bons cães de guarda e até conseguem escapar-se da coleira por causa do pescoço e da cara fina!”. Sorri e ele devolveu o seu sorriso maroto de quem sabe o que se segue “Não, não escrevi esta parte da coleira na composição mas diz-me lá doberman, escreve-se só com um b, certo?”

Este miúdo é um prato! Difícil, mas com muito espírito! Testa os seus e os nossos limites constantemente, mergulha de cabeça, luta com todas as força para levar a sua avante! Tem dias que me dá cabo da cachimónia e me faz perder a paciência. Muitas vezes tenho que me voltar de costa, para me rir às escondidas das suas tiradas e traquinices. Haja espírito e paciência!

 

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