Será? “Filhos teimosos? São os melhores”

“Filhos teimosos? São os melhores” é o título do artigo do Observador, publicado na semana passada, que parecer ter agradado a muitos.  O artigo refere, que segundo os resultado de um estudo publicado recentemente, as crianças que desafiam os pais, que quebram as regras, tendem no futuro a ser mais bem sucedidas profissionalmente e mais bem pagas.

O estudo a que se refere o Observador, foi realizado em duas fases: a 1ª, em 1968,  onde foi analisado o papel do extrato socioeconómico dos pais, as capacidades cognitivas e o comportamento na escola (atenção/concentração, responsabilidade, sentimentos de inferioridade, cumprimento de regras, desafio da autoridade parental, avaliação do professor)  de 745 crianças, com uma média de idades de 12 anos, de ambos os sexos; a 2ª fase, foi realizada em 2008, média de idades 52 anos, e procurou avaliar o sucesso profissional e o nível do salário dos indivíduos. Revelando haver várias relações diretas e indiretas entre as variáveis avaliadas na 1ª fase e na 2ª fase, nomeadamente de quem quebrava as regras e desafiava a autoridade dos pais, em criança, revelou-se um adulto com uma carreia profissional melhor sucedida e melhor recompensado monetariamente.

Esquecendo o estudo e a sua metodologia (onde numa 1ª análise, nem sequer sabemos a importância dada a cada um dos parâmetros mencionados anteriormente) e as suas conclusões: importa saber o seguinte: será que há 40 anos atrás, os pais educavam os filhos da mesma forma que agora? O que era considerado, há 40 anos atrás, desafio da autoridade parental e a quebra de regras seria os mesmo que hoje em dia? Ocorreria com a mesma frequência e em situações idênticas e com reações semelhantes por parte dos pais? Quais eram na altura os padrões de autoridade e com era o relacionamento entre pais e filhos? Como encaravam as crianças o papel da escola? O mercado de trabalho de há 20 anos tinha as mesmas característica que tem agora?

Estas são apenas algumas questões a ter em conta antes de podermos tirar conclusões como a do artigo. O estudo vale o que vale tendo em conta o contexto em que foi realizado, que desconfio que nada tem a ver com o atual.

A cereja no topo do bolo do artigo:

“Estas crianças tendem a fazer o que está certo e não tanto a seguir o que os amigos fazem. Se forem bem guiados pelos pais podem tornar-se bastante motivados e com espírito de liderança. Mas como nem tudo é um mar de rosas, até a recompensa chegar esperam-lhes muitos anos de discussões e de filhos que levam sempre a sua avante.

O segredo? A comunicação. Oiça o ponto de vista do seu filho e até pode encontrar alguma lógica no que ele defende, negoceie e faça cedências. Não vai ser fácil, mas nunca ninguém disse que era fácil educar um futuro rico.”

Filhos que levam sempre a sua avante??? … Nunca ninguém disse que era fácil educar um futuro rico??

E eu a pensar que o difícil é educar um rico filho … perspetivas, ou falta delas!

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s