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O exterminío do Pinhal das Artes

Paulo, nós é que agradecemos, e muito, as maravilhosas quatro edições de Pinhal das Artes que tivemos oportunidade de desfrutar e vivenciar, graças ao espírito, à entrega e à visão do seu mentor e de toda a sua fantástica equipa. Este foi apenas o nosso pequeno contributo para defender algo que nos diz muito, que nos deslumbrou e permitiu crescer e de que guardamos memórias e aprendizagens fabulosas. Uma excelente e louvável iniciativa, a todos os níveis, que merece ser defendida, acarinhada e apoiada.

Crescemos embalados pelos sons e experiências do Pinhal e vimos crescer o Pinhal a olhos vistos! Primeira experiência, no Pinhal das Artes, para a pimpolha mais velha aos 4 anos, pequeno do meio aos 2  e pimpolha mais nova aos 2 meses, aprendemos imenso convosco e com a vossa criatividade e forma de estar, ver e encarar a música, a arte e a natureza numa perfeita comunhão, união e respeito, difíceis de alcançar, transmitir e conceber por quem nunca esteve no Pinhal – Inesquecível e palpável para todos os que dele tomaram parte!

Recordando umas das músicas do Olá do nosso 1º ou 2º Pinhal, comunicámos à pequenada que não haveria Pinhal das Artes  e as reações não se fizeram esperar:

“O quê? Isso é por causa da cena dos carrinhos de bebés? Quem é que decidiu isso? São totós, ó quê? Temos que ir lá falar com eles e explicar tudo para ver se eles percebem que não pode acabar!” indigna-se pimpolha mais velha do alto dos seus 9 anos, quem sai aos seus não degenera.

“Ouve lá mas está tudo doido? Por que é que alguém decidiu acabar com o Pinhal? Temos que resolver isso com o Paulo” remata pequeno do meio.

E o Paulo esclarece:

Talhão PINHAL DAS ARTES – O abate final (texto que o Paulo Lameiro publicou no seu facebook)

Os meus avós paternos são da Praia da Vieira. A avó Júlia era peixeira. Pobre, demasiado pobre, como todos os que viviam da pesca avieira na foz do lis. Calcorreava pinhais de canastra à cabeça até Riba d’Aves a vender sardinha e carapau. Mas ainda hoje, quando visito um lar de idosos na região de Leiria, sempre aparece alguém a contar a história de como ela matava a fome com uma petinga seca e um caldo com feijões a quem a procurava. Os feijões eram cozidos com a lenha e caruma apanhados na mata. Ia de burro, varolas e gancho, que meu pai levava em criança, com os quais derrubavam as braças secas dos pinheiros. Mas atenção que a carrada ao passar na tranqueira era inspeccionada pelo guarda florestal com uma vara de ferro, não fosse vir escondido no meio algum tronco proibido. Assim chegavam à barraca de madeira, onde viviam, os gravelhos para fazer a sopa durante a semana.

O avô Zé Bacalhau era, como muitos, pescador de verão e serrador de inverno. Desta sua prática na serra e na machada vem a mestria de fazer os rolos, as varas e os remos para a Arte Xávega vieirense. Tentei herdar o jeito, mas ficou-se a tradição familiar, num excelente nível de resto, pelo meu pai. Contava-me da aventura que era para o serrador de cima da burra equilibrar-se e sintonizar o ritmo com o serrador de baixo, muitas vezes dentro de um buraco para facilitar o corte. E depois o diferente “canto” da serra dos dois parceiros, um dueto polvilhado de serradura. Dele aprendi a organização do Pinhal de Leiria em talhões, a separação por arrifes e aceiros, e os cortes que era necessário fazer de tempos a tempos. Os técnicos do nosso tempo fazem contas e gráficos, e depois de conhecerem os picos de produtividade, importa abater. Pinheiros e pessoas, que também só contam de facto quando produzem. Quando já não havia abates para fazer no Pinhal do Rei, e os madeireiros se mudavam, lá ia o Zé Bacalhau à jorna de sacola às costas e bacalhau seco na algibeira serrar para outras matas e pinhais, de Viseu a Setúbal. Mas eu apaixonei-me de criança pelo Pinhal de Leiria e os seus encantos. Cada fonte, mais ou menos pública. Cada acesso à praia, mais ou menos conhecido. Qualquer bom passeio à beira mar só terminava depois de subir a duna, desviando os pés descalços dos cardos, e entrar no pinhal adentro sentindo o aroma intenso e morno da mata, o rendilhado da caruma nos pés e das camarinheiras nas mãos.

As nossas memórias de infância acompanham-nos toda a vida, e por isso peixes e pinheiros são ainda hoje uma presença constante em mim. Contra todos os conselhos técnicos e familiares deixei um pinhal a rodear minha casa em vez de fazer um jardim, e não passou muito tempo sem que à sombra dos pinheiros houvesse uma inesperada criação de peixes. Os peixes não são a sardinha e o carapau do cerco dos meia lua, nem os robalos e tainhas que pescavam à tarrafa meus tios na foz do lis, mas carpas Koi. Não importa agora saber porque são japonesas as carpas, mas são um sinal de prosperidade, força e coragem. São de resto bandeiras com Koi que inundam ruas e casas no Japão quando se celebra o dia da criança e da família. Estamos a chegar.

E quando chegou a hora de fazer um Festival de Artes para bebés e suas famílias, estávamos em 2001, o primeiro espaço escolhido foi uma quinta, a Quinta das Silveiras em Leiria. Foi já com a SAMP que assim nasceu o Melómanos de Fraldas, que só teve uma edição. Havia cavalos, salões, relvados, faias, mas ainda não era o ninho desejado. O sonho continuava a fervilhar e a procura continuou. Dos meus tempos de adolescente e juventude guardava memória de uma floresta romântica razoavelmente desconhecida, o Carvalhal da Curvachia, entre as Cortes e o Arrabal, também pertinho de Leiria. Ali fomos com a equipa do Berço das Artes SAMP fazer alguns encontros para nos inspirarmos nas cores e desenhos únicos dos carvalhos. Rapidamente abandonei a opção desse espaço para um festival, pois não reunia as mínimas condições de segurança, a começar pelos acessos a meios de socorro e de abastecimento. Mas a ideia de um verdadeiro festival de artes para bebés estava mesmo em desenvolvimento embrionário e teria de nascer.

Voltam as memórias de infância e os aromas do pinhal, evocam-se os piqueniques na Ribeira de São Pedro, e aquela água férrea a serpentear um inigualável cenário de Schubertíades. De novo surgem na minha cabeça as conversas das minhas gentes da Praia da Vieira e o caldo de feijões da avó Júlia. São Pedro de Moel é uma praia de ricos. Tantas vezes ouvi este comentário. A Câmara da Marinha tem duas praias mas a Vieira está esquecida, só têm olhos para São Pedro. É verdade que só na juventude visitei São Pedro de Moel, e percebi de imediato que ali por certo ninguém ia à mata apanhar lenha para cozer feijões. Não havia redes nem estacões no areal. E entre o mar e o pinhal não havia talhões de amanho com batateiras, milharais, feijoais e umas coelheiras e galinheiros entalados entre blocos e madeiras velhas. Mas a mata era linda. Deixei de ouvir as vozes das minhas gentes e pensei nos bebés. Ia nascer mesmo um festival de artes para famílias com pessoas pequeninas. Visitámos vários locais do Pinhal do Rei, e a Câmara Municipal da Marinha Grande foi desde o primeiro momento uma anfitriã amiga e entusiasta. Visitados em equipa, e ponderadas muitas variáveis, de espaço, acessibilidade, segurança, alojamento de público, artistas e voluntários que minimizasse o uso de automóveis, não invadindo territórios especialmente sensíveis, proximidade da praia, e naturalmente qualidades estéticas, porque de um festival de artes se tratava, foi fácil chegar a um lugar. O Lugar das Árvores. Já foi tarde quando percebemos que no território do Pinhal das Artes não havia um único pinheiro. Todas as árvores, imponentes e belas, eram acácias e eucaliptos, infestantes do Pinhal de Leiria. Mas os materiais de divulgação estavam feitos, o nome do evento habitava há muito nas nossas cabeças e corações, e o Pinhal das Artes saiu da maternidade. Tudo nasceu muito inspirado no Pinhal do nosso Rei trovador.

Não escrevo aqui sobre o Pinhal das Artes, porque esta história não é sobre o festival que aqueceu e aquece tantos corações. É sobre duas tempestades que assolaram este território de emoções para tantas pessoas de todos os tamanhos. A primeira tempestade abate-se sobre todos nós a 19 de Janeiro de 2013. Ventos inesperados apanham desprevenida a terra e derrubam milhares de árvores em todo o país. O Pinhal de Leiria é especialmente afectado, e muitos dos seres gigantes que protegiam do sol todos os que têm por hábito dormir a sesta no Lugar das Árvores caíram por terra, arrastando troncos e ramos de todos os tamanhos ao seu redor. A mata foi interditada. Visitei angustiado de coração nas mãos o altar de tantas memórias, e de imediato surgem as ideias de usar aqueles monstros já adormecidos como cenário de algumas criações artísticas. Tínhamos já alguns escultores entusiasmados para criar novos e gigantescos seres florestais. Desenharam-se outros circuitos e trilhos em muitas visitas solitárias, escolhendo artistas para cada um dos novos recantos do Lugar das Árvores. Mas a notícia chegou: não se sabe quando serão retiradas as árvores caídas, e até lá o espaço não pode ser usado. Foi por isso que se interrompeu a periodicidade anual do evento, e em 2013 não houve Pinhal das Artes. Mas voltámos em 2014 com a sétima edição, número cósmico, e profético.

A segunda tempestade surpreende-nos a 15 de Janeiro de 2016. Abatem-se sobre o Lugar das Árvores outros ventos mais rasteiros. À filhinho, atão se a senhora disse que o Lugar das Árvores era um perigo tão grande para os meninos que lá vão com os pais, e que ela nunca poderia autorizar tamanha falta de responsabilidade! Tu na viste a cara da senhora, como ela se pôs para deixar claro que estava fora de qualquer possibilidade?!!! Ó avó Júlia, eu vi bem, e foi de resto nesse preciso momento que acabou o Pinhal das Artes. As senhoras tinham razão, porque o trabalho delas é saber dessas coisas. Jamais poderia voltar a colocar em risco os nossos amigos do Pinhal das Artes. E sendo tão grandes os riscos para a segurança das pessoas, percebi nesse momento que não poderia voltar a aí dirigir artisticamente mais nenhum festival. À filhinho, atão e tu na avisaste às senhoras que nesse mesmo local ao longo do ano há outros festejos tradicionais de séculos com muito muito mais gente do que essa coisa dos meninos e das artes que tu lá fazes? Ó avó Júlia, eu nesse momento tentava já proteger-me do luto do Pinhal das Artes que irrompia sem meu controlo de dentro de mim. Sabe que é muito difícil eu conseguir explicar às pessoas porque é que o Pinhal das Artes só pode acontecer no Lugar das Árvores. Elas pensam que é um capricho e uma mania dos artistas, e é até possível que as senhoras pensem que é uma birra do seu neto. Mas acredite que há territórios que fazem parte dos projectos que nele ocorrem. O Lugar das Árvores é um cenário muito elaborado e complexo, e o festival que ali cresceu foi-se entranhando nesse cenário sendo hoje inseparáveis. É claro que se podem fazer muitos outros festivais de arte para bebés no Pinhal de Leiria. Mas não seriam o Pinhal das Artes. Por outro lado, imagine a avó Júlia que depois de escolhido um outro local para um outro projecto as senhoras descobrem que afinal ele ainda é mais perigoso? É que elas deixaram este festival realizar-se desde 2007 e só descobriram que era perigoso em 2015! Não posso deixar que nasça outro bebé para lhe fazer o luto alguns anos depois. Perdi todas as energias criativas para fazer qualquer outro festival nas florestas e naturezas destas senhoras.

Mas ó avó Júlia, até aqui ainda não havia tempestade, foi só uma brisa mais forte. Porque são bons e necessários os técnicos de todas as florestas e naturezas que estudam os riscos e a segurança e nos alertam para os seus perigos. E quero acreditar que também são bons e necessários os regulamentos que obrigam ao pagamento de taxas pelo uso da natureza e das florestas que são de todos nós. Mas depois das senhoras falaram os senhores, como mandam as maneiras antigas. E os senhores são os políticos eleitos por todos nós que tomam decisões em função de ideias e não de regulamentos. Imagine a avó Júlia, desde 2007 centenas de voluntários e artistas, portugueses e europeus, oferecem milhares de horas e centenas de milhar de euros para fazer o que o Estado não faz: formação cultural e artística dos portugueses. Fá-lo procurando juntar arte e natureza, para que as pessoas saiam de casa e conheçam o nosso património natural, sem que o Estado coloque um único cêntimo em euros ou ânimo no projecto. À filhinho, atão e tu na recebias nada de cantar lá para os meninos e de te matares a trabalhar como um moiro dia e noite durante um mês mais os teus amigos lá da filarmónica? Ó avó Júlia, nem eu nem nenhum artista da nossa escola, que asseguramos 90% de toda a programação, recebemos um único cêntimo por trabalhar no Pinhal das Artes em nenhuma edição desde 2007. Ààà môôôôri… que isso é mau pra ti e pós teus meninos!!! E mais avó Júlia. Todas as actividades, recursos humanos e materiais de promoção específica deste património natural, foram da responsabilidade e iniciativa do festival e seus parceiros que não as florestas. Desde 2007 nunca as senhoras das florestas se lembraram de realizar no evento uma única actividade de promoção da natureza e das matas nacionais. De uma única vez, e depois de muita insistência minha, lá tiveram uma barraquinha com pinhas. Em 7 edições, nunca os senhores perguntaram se era necessário alguma ajuda. Já não digo, avó Júlia, ser parceiros de facto e trabalhar o festival turística, económica e internacionalmente. Bastaria para aquecer a alma destas centenas de voluntários a simples pergunta: precisam de alguma coisa? Estamos aqui convosco. Mas não avó Júlia, até os pinheirinhos que eram oferecidos aos bebés para promover o pinhal do rei eram comprados pelo Festival. É normal que as senhoras das florestas pensassem que o festival por ter bilheteira estaria a encher os bolsos da instituição de utilidade pública que o promove e dos seus dirigentes. Mas não é normal que os senhores políticos que falaram depois delas não saibam que as bilheteiras dos eventos artísticos não cobrem os seus custos, nem de perto, e que as instituições de utilidade pública são dirigidas por voluntários que oferecem dinheiro, sangue, suor e lágrimas, e que a Cultura e as Artes têm vindo a ser maltratadas continuadamente por todos os governos portugueses. Ó avó Júlia, o que seria normal em qualquer daqueles países para onde fogem todos os meus amigos artistas, é que os senhores tivessem dito: queremos ser parceiros deste festival, e não podendo participar financeiramente no projecto pelo estado em que se encontra o país, vamos assumir a palavra Pinhal do Pinhal das Artes. Estas senhoras vão elaborar convosco um plano de promoção das Matas Nacionais para crianças e famílias, e o nosso contributo financeiro será a taxa prevista em regulamento para o uso de qualquer mata portuguesa. Mas não avó Júlia. Pasme-se. Os senhores não só confirmaram que o festival não poderia ser feito no Lugar das Árvores, como teríamos sempre de estar sujeitos a um pagamento. Pouco importa agora que a estimativa dessa taxa fosse superior a 50.000 euros avozinha (sim, é de rir não fosse dramático o estado da Cultura no nosso país). Nem que fosse uma taxa de um único euro. Não se trata dos valores, mas do acto.

Não é um problema português, é europeu do sul. A Cultura e as Artes estão entregues a técnicos e não a políticos. E os técnicos não têm de saber o que representa para uma sociedade e para a civilização a Cultura e a Arte. Mas os políticos têm essa obrigação. Foram demasiados anos em Portugal sem Ministério da Cultura, depois de algumas décadas de uma ditadura que procurou fechar-nos os olhos. A educação artística está muito afastada do nosso sistema educativo, e por isso os nossos dirigentes, no Estado e nas empresas, carecem de sensibilidade e conhecimentos básicos nesta área chave que é a Cultura. Não basta o Ministério, importa o orçamento e um plano para a Cultura em Portugal. E esse, o orçamento, há muito que em Portugal está abaixo de todas as linhas de água quando comparado com os nossos confrades europeus, mesmo do sul. Sobra o Fado, o Cante Alentejano e os Chocalhos porque o povo os alimentou e acarinhou. Se tivessem ficado nas mãos do Estado estavam moribundos. Moribundos como o único teatro de ópera que temos, uma rede de museus a lutar pelo papel higiénico, o ensino artístico estrangulado com incumprimentos por parte do Governo que deixam milhares de artistas sem pão na mesa para si e seus filhos durante meses a fio.

Ainda assim, o Estado emprestava-nos uma sombra. Uma sombra. Muito mendigada, é certo. Mas ó avó Júlia, imagine que não podíamos alisar a terra da sombra com uma enxada por causa dos milhões de seres que perdiam a casa. Não vou falar de novo dos carrinhos de bebés para não caírem mais eucaliptos, nem das mil contrariedades, ameaças e angústias que tivemos 7 anos a fio para montar o Pinhal das Artes. Tínhamos uma sombra para cantar aos bebés. Agora, até a sombra acharam que era de mais. Oferecem-nos a possibilidade de escolher meia sombra, mas sempre sujeita a pagamento por inteiro do respectivo aluguer. A avó Júlia já só tinha uma petinga seca e uns feijões para dar de comer a quem lhe batia à porta com fome. Pois agora até a petinga e os feijões nos tiraram. Resta-nos o caldo.

Amigos meus e da avó Júlia, nesta tempestade senti-me mais marinhense do que nunca. A nossa luta é a da cidadania e a de um Portugal onde a Cultura e as Artes não se mendiguem. Sejamos cidadãos activos e intervenientes pelas nossas causas, lutemos por uma educação artística para todos, a começar do berço, ou ainda antes quando os bebés são só um sonho. Vamos parar somente quando nos forem devolvidos os feijões, a petinga, e ao menos uma lasca de bacalhau seco como a que o avô Zé Bacalhau levava na algibeira nas suas jornas de serra às Matas Nacionais. Sabemos que o azeite está ainda muito longe, mas se não começarmos a construir o lagar e a cuidar as oliveiras não haverá azeite. Por falar em oliveiras, talvez seja a serra que nos vai inspirar o próximo festival de artes para bebés. A serra que não seja da natureza! A sombra das árvores que não pertença a nenhuma floresta de senhoras e senhores sem calos nas mãos.

Até lá vamos respirar de 7 intensas edições, guardar e evocar as suas memórias. E para os amigos mais dedicados, importa lembrar que depois de abater um pinheiro já não se pode levantar e plantar de novo. Temos mesmo de procurar um novo talhão para nova sementeira. E é com o caldo que regaremos cuidadosa e carinhosamente o penisco que já está na terra para nos oferecer uma nova sombra.
Obrigado avó Júlia e avô Zé Bacalhau.
Muito obrigado aos companheiros e companheiras, de todos os tamanhos e lugares, que fizeram, viveram e amaram o Pinhal das Artes.

À filhinho, atão parece que afinal está tudo bem com as senhoras e os senhores lá da mata!!!
Sim avó Júlia. Está tudo bem, fique descansada. Foi só um sonho mau.

Acabou, mas o sol fica cá dentro…”

Paulo Lameiro

 

Fazendo vossas as nossas palavras, na esperança de nos encontrarmos em breve, quem sabe num olival :)!

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Letra da música do Adeus – Pinhal das Artes 2012

E um sol que aquece a alma permanecerá!

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