Vídeo

Free the kids

Com base num estudo realizado, em 10 países, incluindo Portugal, a 12000 pais sobre o estilo de vida/brincadeira ao ar livre dos seus filhos, um anúncio da Persil levanta a questão “Quem passa mais tempo no exterior um prisioneiro numa prisão de alta segurança ou uma criança?”.
Um anúncio poderoso e curioso da Persil sobre o mote “Dirt is good!”. Lança ainda um desafio interessante às escolas “Empty classroom day”, as escolas aderentes comprometem-se a realizar pelo menos 1 dia de atividades ao ar livre, apelando ao team building, à exploração do meio envolvente, etc… Vale a pena pensar nisto e, se calhar, agir!

Estado

O McDonald´s e os brinquedos

O McDonald´s é o maior distribuidor de brinquedos mundial, através do seu famoso Happy Meal (criado em 1978). Anualmente, são cerca de 1,5 biliões de brinquedos distribuídos em todo o mundo, representa 20% suas receitas, e, dependendo do brinquedo pode aumentar as vendas até 15%! Parece que já há países a proibir a distribuição gratuitas de brinquedos nas redes de “junk food” com forma de prevenir a obesidade infantil.

Sempre a aprender… com os meus alunos :)!

Vídeo

“Is Your Red The Same as My Red?”

Quando não andamos no corre, corre, de cumprir programas, matéria e mais matéria, fazer testes, corrigir testes,  blábláblá, e há tempo para partilha de informação, descobrimos cenas e coisas muito interessantes com, e sobre, os alunos.

Este vídeo muito interessante sobre a perceção da cor, e não só, foi-me dado a conhecer por um dos meus alunos neste último dia de aulas.

Hour of Code

Passam horas a jogar sozinhos ou on line contra amigos e colegas mas quando os desafiam/convidam a conhecer o que está por detrás do jogo, a experimentarem a aprender a programar, a sua reação é reveladora “Ah, isso é uma seca! Qual é que é o prémio se ganharmos?” O quê? Só 15 €? Devem estar a brincar!”. Foi esta a reação com que uma das minhas turmas me brindou quando li o aviso que dava a conhecer o Hour of Code, o seu funcionamento e o processo de inscrição. Fiquei pi ursa, até porque não conhecia e ao ler o aviso pareceu-me muito interessante. Dei-lhes um valente sermão sobre a sua atitude de saber “ler” as novas tecnologias mas não saber “escrever”, que o prémio é o menos importante, a aprendizagem conquistada é o que prevalece e o que realmente deviam ter em mente; foi de tal ordem que a funcionária, que permaneceu na sala enquanto eu lia o aviso e lhes pregava o sermão, no final comentou “Foi um valente puxão de orelhas mas eles realmente, às vezes, precisam de alguém que lhes abra os olhos!”.

Ao contrário destes meus alunos, fiquei curiosa, anotei o link do site da iniciativa, e assim que tive um tempo livre fui espreitar. Adorei, completei uns quantos tutoriais, constatando que princípio era muito semelhante ao Scratch, no qual fiz um pequena formação há uns anos, mas mais elementar. De seguida, chamei a pequenada da casa para experimentar e o entusiasmo foi total, experimentaram a hora de código com o Frozen, o Minecraft, o Starwars, o Flappy bird e alguns tutoriais. O entusiasmo mantém-se sempre que lhes perguntamos se querem ir programar e, muitas vezes, são eles que pedem 🙂

Bem, de volta à escola, uns dias depois, tive que ler o mesmo aviso numa outra turma que, felizmente, para seu bem, não fez qualquer comentário. Decidi tentar a sorte, esperando não me aborrecer, e no intervalo  mostrei-lhes o tutorial do Minecraft, gostaram, aguçou-lhes a curiosidade e o espírito e alguém sugeriu “Podíamos fazer isto na última aula do período, que acha professora?”. Todos concordaram e eu aplaudi interiormente, pensando nem tudo está perdido e, às vezes, vale a pena investir um pouco do nosso tempo e mostrar-lhe um “outro mundo” que por sua iniciativa não explorariam. O prometido é devido e a última aula do 1º período, desta turma, foi a “programar” e divertimo-nos à brava!

Aprendendo desde tenra idade a programar, a criança desenvolve a capacidade de abstração, aprende a importância de definir uma estratégia para a resolução de um problema, estimula o raciocínio lógico e a não desistir, aprendendo pelo método de tentativa/erro (um artigo interessante sobre o tema).

Imagem

O desenho e a atenção/concentração

“Ainda não passou nada do que está no quadro mas tem aí um belo desenho. Vamos ver se ouviu e percebeu o que tivemos a dar, com tanta maestria como a que demonstrou no seu desenho!” Esta é uma conversa recorrente entre nós, o M. levante-se vem ao quadro, com um sorriso nos lábios, e sem hesitações resolve o exercício, e bem, em três penadas. Isto é o habitual, não me chateio e até aprecio a sua arte e espírito mas, por vezes, é necessário mostrar aos seus colegas, o que, no seu caso, já constatei há muito, o desenho ajuda-o a estar concentrado. Assim como resolveu o exercício, seria capaz de repetir, se lhe tivesse pedido, o que tinha acabado de explicar, palavra por palavra, ou continuar a ler um texto no exato ponto onde eu o tinha terminado. Com alguns alunos resulta e ajuda-os a melhorar a concentração com outros nem tanto, é apenas uma forma de se abstraírem e desligarem do que se passa, sem perturbar os demais. Se os primeiros têm a minha compreensão e conivência, os segundo são alvos de uma marcação cerrada.

Imagem

Versões da História(s) e História horizontal

A rota das especiarias, por terra, “interligando” povos da Ásia e da Europa, já existia muito antes de Portugal descobrir o caminho marítimo para a Índia. O caminho marítimo para a Índia, na altura, revelou-se uma boa alternativa às ou rotas terrestres utilizadas, pois havia vários povos em guerra, encontrando-se “a circulação de especiarias interrompida ou gravemente afetadas” – é assim que as crianças indianas aprendem a contextualização e importância da descoberta do caminho marítimo para a Índia.

A revolta das gentes da Catalunha e da Andaluzia, em 1640, tiveram, provavelmente alguma relevância na restauração da independência de Portugal, uma vez que que muitas das tropas espanholas foram enviadas, pelo rei, para estas duas regiões, descurando a situação em Portugal. É desta forma que as crianças espanholas aprendem a final do reinado espanhol em Portugal.

São apenas alguns exemplo como o que se passou noutros países condicionou /influenciou a nossa história, da qual por vezes, parece que conhecemos apenas uma pequena parte, a nossa parte, aquela que procura enaltecer sempre a nobreza do povo, blábláblá!

Há um artigo muito interessante, embora um pouco longo e exaustivo intitulado História horizontal. Resumindo, através de várias tabelas, este artigo realça e relaciona a importância dos enquadramento, saber em cada década quem foram as personagens importantes em vários países e os movimentos criados e que vingaram em determinada altura. Muito interessante, vale a pena ler e pensar no assunto, e ver os movimentos e a história com uma visão global do que se passava pelo mundo.

Curiosidade : O Pitágoras, o Confúcio e o Buda que nasceram todos na mesma década – 580 aC, podem consultar muitas outras na tabela que vai de 2010 até 580 aC.