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Ensinar a pequenada a não interromper conversas!

E quando a meio de uma conversa com alguém, de repente, chega esbaforido um dos pequenos, porque os assuntos deles são sempre urgentes, muito importantes, e não podem esperar nem 1 segundo, começando a disparar de imediato uma torrente de palavras, interrompendo o que estávamos a dizer e fazendo-nos perder o fio à meada, deixando-nos meio embasbacados, especialmente, se não estivermos muito à vontade com a pessoa, apesar de já os termos avisado n vezes que têm que esperar que termine a conversa, antes de falar? Aqui por casa, a ideia do não interromper já foi mais ou menos interiorizada, mas com alguma revolta “Pois, sim temos de esperar mas vocês nunca mais se calam!” e à base de os ignorarmos e repreendermos muitas vezes.

Uma ideia simples, encontrada aqui, para ensiná-los a não interromper: a criança coloca a mão no pulso da mãe ou do pai, enquanto este está a conversar com alguém, o pai ou a mãe põe a mão sobre a sua, para que a criança saiba que percebeu que ele tem algo para dizer, e, no final, da intervenção de quem está a falar, o pai ou a mãe foca a sua atenção na criança. Simples mas ao que parece eficaz! Já comunicámos a ideia à pequenada da casa, ainda não a vimos em “ação”, não sei se por eles já não o fazerem, se andamos a falar com poucos pessoas ou se eles não lhes têm ocorrido dizer nada enquanto estamos à conversa!

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Jesus e os clubes!

“Jesus é do Benfica ou do Sporting?” pergunta desconfiada pimpolha mais pequena. Excelentíssimo esposo estranhando a questão “Por que perguntas?” “A minha amiga estava a dizer que ele era do Benfica mas agora é do Sporting! Não percebi nada.” esclarece pimpolha mais pequena. “Então e quem é que é o Jesus?” pergunta excelentíssmo esposo. “Toda a gente sabes que Jesus é o filho da Maria, do José e de Deus! DAHHHH”. Disfarçando o riso, excelentíssimo esposo prosseguiu calmamente o esclarecimento sobre o facto da sua amiga se estar a referir ao treinador Jorge Jesus e não ao Jesus que ela “conhece” perante um ar desconfiado e incrédulo de pimpolha mais nova que, no entanto, ficou mais descansada quando percebeu que o “seu” Jesus não tinha clube.

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Dream Big, Princess!

Doce, amiga, compreensiva, o elo de união e concordia entre manos, sempre presente, mas com o tempo despertam os primeiros laivos de rebeldia, necessidade de afirmação, as hormonas e a pré-adoslecência começam a dar uma ar da sua graça. 10º aniversário passado num lugar mágico e de sonho(s), o 1º grande castigo por um momento muito infeliz de rebeldia e pura má educação (também me lembro de ter vários, quem não se lembra?): no birthday party. Por que às vezes os castigos são quase tão duros para nós como para eles mas desempenham um papel importante para ponderar/evitar repetir determinados atos!

Dedicado especialmente à pimpolha mais velha que é e será sempre our first sweet little girl… e a todas as princesas:

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Manicure

“Então, a mana é um boa manicure?!” pergunto à pimpolha mais pequena quando mostra, orgulhosamente, as unhas pintadas by mana mais velha.

“Nem por isso, saiu um bocado fora do risco mas prontos…!” responde com um ar complacente, mas satisfeito, pimpolha mais pequeqna

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Reco reco

“A dormir, pareces um reco reco, dos teus dentes a ranger” exclama pimpolha mais velha tentando adormecer junto de pequeno do meio. No pequeno do meio, um dos sinais de que tem febre ou está a ficar doente é o seu típico ranger de dentes enquanto dorme. Excelentíssimo esposo, já tentou averiguar como o moço consegue tal proeza mas sem sucesso. Outro dos seus sintomas são os sonhos estranhos, tipo alucinações, e assustadores, o último foi com ratos e Barbies ninja :)!

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Quando o “nada” pode ser “tudo”!

Um artigo muito interessante sobre uma escola, numa das vilas mais pobre e isoladas da Madeira, Curral das Freiras, onde 80% dos alunos não tem livros em casa e só metade tem computador com acesso à internet. Está entre as melhores escolas públicas no ranking nacional. Não há TPC, não há toques nem campainha, os critérios de avaliação são 90% para o conhecimentos de conteúdos e 10% para o comportamento e assiduidade … são apenas 300 alunos da creche ao 12º ano, 92%  dos quais são subsidiados pela Ação Social Escolar, numa comunidade de cerca de 1500 pessoas, num vale isolado e profundo, vivendo essencialmente da agricultura, e onde a internet não faz parte da vida da maioria (ou das suas prioridades). Independentemente, dos múltiplos fatores que explicam este fenómeno, destaco o que acho mais curioso, e talvez mais significativo, o “não ter nada” para muitos dos jovens mais citadinos (e alguns adultos) pode ser “tudo” e fazer toda a diferença numa realidade que faz lembrar tempos idos!